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| Carl Gustav Jung e sua esposa |
No prefácio de sua obra "SINCRONICIDADE", Jung, um dos pais da psicanálise e um dos sistematizadores da Psicologia, juntamente com Freud, entre outros pioneiros, fala sobre esse tema, pouco conhecido. Durante muitos anos vacilou em publicar algo à respeito. Ele afirma: " ... Eu vinha fazendo referências à existência deste fenômeno aqui e acolá em meus escritos, já durante vinte anos, sem porém discuti-lo mais demoradamente. Eu gostaria agora de por um termo, ainda que temporariamente, a esse estado de coisas insatisfatórias, tentando apresentar resumidamente tudo o que tenho a dizer sobre o tema. Espero que não considerem uma presunção, da minha parte, exigir de meus leitores uma atitude de abertura e de boa vontade. Não somente se pede a eles que se aventurem pelos domínios da aventura humana, obscuros e crivados de preconceitos; as dificuldades intelectuais são as mesmas que o tratamento e a elucidação de um assunto tão abstrato como este forçosamente trazem consigo".
Há mais de vinte anos li esse livro, editado pela Editora Vozes, na 2ª Edição de 1985. Chamou-me atenção não apenas o desafio proposto por C.G.Jung para uma abertura diante do tema fenomenal, para "se aventurarem pelos domínios da aventura humana, obscuros e crivados de preconceitos". O tema deste blog é, juntamente, replicar o desafio de Jung e motivar possíveis leitores a relatarem, testemunharem, casos verídicos de sua experiência pessoal, que contenham os elementos que transcendem a vivencia ordinária do dia a dia, de forma a ampliar a discussão e fomentar a valorização das mesmas, pois dizem respeito a psique humana em sua grandiosidade, luminosa ou parcialmente obscura em sua grandeza e profundidade.
CARACTERISTICAS DO FENÔMENO SINCRÔNICO
Para explicar seu conceito de sincronicidade C.G.Jung relata, na página 84 da obra citada acima: "Talvez fosse indicado começar minha exposição, definindo o conceito do qual ela trata. Mas eu gostaria mais de seguir o caminho inverso e dar-vos primeiramente uma breve descrição dos fatos que devem ser entendidos sob a noção de sincronicidade. Como nos mostra sua etimologia, esse termo tem alguma coisa a ver com o tempo ou, para sermos mais exatos, com uma espécie de simultaneidade... ou coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo do que uma probabilidade de acasos. Casual é a ocorrência estatística - isto é, provável de acontecimentos como a "duplicação de casos", p.ex., conhecida nos hospitais . Grupos dessa espécie podem ser constituídos de qualquer numero de membros sem sair do âmbito da probabilidade e do racionalmente possível". À guisa de exemplo Jung cita casos como de alguém que grava o numero de um bilhete do metrô. Em casa recebe um telefonema feito de um aparelho com o mesmo numero do bilhete. À noite compra um bilhete para o teatro contendo esse mesmo número. Explica que os três acontecimentos formam um grupo casual que, "embora não muito frequente não excede os limites da probabilidade". Para exemplificar, Jung cita C.Flammarion em sua obra "L'inconnu et les problèmes psychiques, p.227s.): "Um certo M.Dechamps, quando menino em Órleans, recebeu uma vez um pedaço de pudim de passas de um certo M. de Fontgibu. Dez anos depois descobre ele um outro pudim de passas num restaurante de Paris, e pede um pedaço dele. Fica sabendo que o pudim já tinha sido encomendado por M. de Fontgibu. Vários anos depois M. Deschamps foi convidado para partilhar um pudim de passas, como uma raridade especial. Enquanto comia ele observou que desta vez só faltava a presença de M. de Fontgibu. Neste momento a porta se abre e entra um senhor muito idoso e desorientado: M. de Fontgibu, que erara o endereço e irrompera por engano nessa reunião". UMA EXPERIENCIA PESSOAL DE SINCRONICIDADE
Para incentivar leitores a relatarem seus casos de sincronicidade - fenômeno que carece de mais avançada sistematização - vou contar a seguir um caro claro do que Jung nomina "sincronicidade", que muito me impressionou. Relatos semelhantes poderão ser enviados através do e-mail de referencia na página inicial deste blog, que serão avaliados e publicados: "No norte do Paraná, região de Londrina, era associado a uma entidade ambientalista que procurava contribuir pela preservação e busca de uma sociedade menos perdulária e mais consciente da necessidade de preservar a natureza: solo, água, ar, reservas florestais, etc. Um dos nossos projetos nominamos de "Acerola na Escola". Na ocasião distribuímos duas mil mudas da espécie, que tem alto teor de vitamina C. Fazíamos palestras, distribuíamos folhetos e, com os alunos, plantávamos mudas no espaço disponível das escolas e, em seguida em bairros mais carentes de Cambé e em uma aldeia indígena da região. Nosso próximo projeto nasceu em função de meu gosto pessoal por palmito - uma espécie que sofre pela coleta ilegal em matas, especialmente no trecho da Mata Atlântica e outras regiões do Brasil. Resolvemos então criar o Projeto Palmito no Quintal. Por telefone conseguimos mil mudas doadas pelo IAP - Instituto Ambiental do Paraná. O diretor regional nos solicitou um oficio para formalizar a doação, Certa tarde foi levar o oficio, protocolando-o no IAP. Como tinha tempo resolvi visitar um amigo que morava próximo. Peguei um ônibus e desci em um ponto em frente a casa desse amigo, Léo Santana Jr. Ao descer do ônibus fui abordado por uma família. O pai perguntou se eu era membro da igreja ao lado. Eu disse que não. Ele contou que chegaram à pouco tempo em Londrina. Perguntei: De onde vocês vieram. Respondeu ele: "Viemos de Palmital". Imediatamente associei sua resposta ao Projeto Palmito no Quintal. Em seguida bati na porta da casa do meu amigo. Ele abriu a porta e entrei. A família estava em volta de uma mesa, saboreando uma pizza de palmito. Ri silenciosamente e partilhei de um pedaço oferecido. Depois da visita peguei um ônibus até o centro da cidade. Entro no ônibus. Quem é que eu vejo? Uma senhora da cidade vizinha, filha de Dona Palmira!".
Desafio: Que tal agora você contar sua experiência de sincronicidade?
(José Julio de Azevedo/4.1.18).


Mais um história de sincronicidade...
ResponderExcluirEstávamos reunidos em casa para orar. Uma pessoa, quando já havia terminado as orações ligou querendo chegar em casa para orar também. Eu disse para deixar para outro dia pois estava tarde. Dez minutos apos uma amiga ligou dizendo que seu namorado estava em crise, pedia ajuda. Fomos encontrar em eles. A jovem estava aflita e ele alucinado, com o carro no meio da rua e populares curiosos vendo tudo. Resolvemos levar o rapaz até a casa da pessoa que queria ter participado da reunião de oração, vamos chama-la de Selma. Selma nos recebeu e conversou com o rapaz e então oramos por ele até que se acalmou, ficando lucido. Foi quando ele olhou a sala e disse: "Foi nesta casa que me afundei com drogas". Fiquei surpresa pois a moradora é mulher de oração, muito fiel a Deus. Depois que ele foi embora com sua namorada a Selma contou que há cerca de dois anos ali havia sido usado como boca de venda de drogas, antes dela alugar a casa. Eu havia achado que ele estava falando coisas sem sentido, mas depois é que entendemos que ele fora liberto justamente no local onde começou a se drogar. Desde então não teve mais recaída com as drogas. Como explicar o que aconteceu??? Acho que foi mais que uma coincidência, e sim uma intervenção divina!
PARECE REALMENTE UM FENÔMENO SINCRONÍSTICO. HOUVE COINCIDÊNCIAS SIGNIFICATIVAS ENVOLVENDO VÁRIOS PERSONAGENS, O MESMO TEMA DUAS VEZES: AS ORAÇÕES, A PESSOA QUE QUERIA ORAR, MAS A REUNIÃO HAVIA ACABADO. SUA CASA, QUE HAVIA SERVIDO PARA FAZER DO JOVEM UM DEPENDENTE QUÍMICO FOI PALCO DE NOVAS ORAÇÕES PELO JOVEM, LEVANDO-O A LIBERTAÇÃO E, DEPOIS, AO RECONHECIMENTO DO LOCAL QUE NÃO FREQUENTAVA HÁ QUASE DOIS ANOS.
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